Mostrando postagens com marcador Poesias de Outono. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesias de Outono. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de junho de 2009

As Ruas da Minha Vida

Na minha cidade é assim: Uma rua vira outra.
Na minha vida é assim: um amor vira outro
A viçosa vira alagoas
Uma morava na alagoas
A outra morava em Viçosa
Agora uma mora em Viçosa
E a outra mora na minha cidade
Em qual rua? Eu não sei.
Na verdade isso só prova que minha vida é assim. Uma linha reta, de ruas e amores!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Vésper

A tua pele se desfaz no capricho
de meu toque rápido e violento:
Teu nome escrevo sob o firmamento
E desperto em mim a fúria de bicho

És Vésper, esplendor de estrela vã
És Lua, desamor de luz quebradiça
És Terra, com água pura que enfeitiça
Sou nada a transbordar minh'alma insã

E tu, quando no devorar noturno
Vens e açoita-me com o teu desejo,
Dize-me palavra suja, logo vejo

Sumir-se em teu beijo meu ar soturno
E tu, que és mais que tudo minha estrela,
Vais aos céus e mais linda posso eu vê-la.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Não Eu

Do que vale o resto da vida, se no meu casamento ela será a mais bela - mais até do que a própria noiva?
Do que vale o resto da vida, se os livros que eu ainda não escrevi serão dedicados à outra - mas serão pra ela cada uma das linhas que ali estarão escritas?
Do que vale o nada na minha vida, se Dela escuto mil suspiros de amor - mas nenhum deles é por mim.
Para quem daria meu coração senão para aquela que chora por outro e por outros - mas nunca por mim?
A continuar assim, prefiro não continuar. A viver assim, prefiro não viver.
A morrer assim, prefiro nem morrer.